A Ação
Antitradicional e Seus Efeitos
Nashar
A civilização atual, assiste estarrecida a decadência
presente em quase todas as manifestações humanas. Esta onda
avassaladora de corrupção se instala aos poucos até
mesmo nas Religiões Tradicionais e nas Ordens Iniciáticas
visando neutralizar todas as iniciativas que são feitas em prol
do esclarecimento do ser humano a respeito de si mesmo, e de suas relações
com o Universo e com Deus.
De fato vivemos na fase terminal da Kaly Yuga, e a despeito do crescente
progresso material promovido pela Ciência profana, o ser humano nestes
2000 anos mudou muito pouco interiormente. Continua a ser assaltado pelo
seu próprio “lado negro” e inconsciente, que é o responsável
pela desarmonia, pela ignorância, pela intolerância e pelas
inúmeras formas de violência que infelizmente se multiplicam.
Além disto, queremos abordar esta questão da decadência
olhando para um outro ângulo que fica insuspeitado para muitos: a
presença do que Rene Guenon chamou de Contrainiciação.
Rene Guenon estima que a ação antitradicional tomou força
no Ocidente, a partir do momento em que certos conhecimentos antes na posse
exclusiva de Fraternidades Iniciáticas, cairam nas mãos de
profanos. Estes conhecimentos especificamente falando são aqueles
decorrentes da utilização da Magia Cerimonial.
Papus,
em sua obra “Tratado Metódico de Magia Prática”, demonstra
com vastos argumentos que a Magia Cerimonial e sua utilização,
não exige necessáriamente A Iniciação. Ela
se resume em desenvolver a vontade humana, a fim de capacitá-la
a invocar e evocar forças de natureza psíquica ou astral,
lançando mão de recursos de proteção geralmente
oriundos da cabala judaica. Assim o Magista que se utiliza de um pentagrama
consagrado, sabe que este símbolo representa um Homem Realizado.
De fato um Rosacruz Realizado com os braços abertos em cruz pode
ser percebido por um sensitivo como uma estrela radiante de cinco pontas.
Este símbolo detém grande poder e afasta qualquer energia
de natureza negativa.
A
Magia Cerimonial caindo em mãos indevidas pode representar um grande
perigo e é isto o que pretendemos demonstrar .
Rene
Guenon e mais tarde Paul Brunton, este último em seu livro o “O
Egito Secreto” , nos advertem para o perigo de explorações
arqueológicas.
Como iniciados sabemos que só existe UM DEUS ÚNICO, mas a
capacidade criadora humana em certas épocas da história deu
a vida à falsos deuses, que são criações astrais(ou
psíquicas) humanas. Isto ocorreu no Egito depois de Akenaton e na
Mesopotâmia e Assíria.
Certos sítios arqueológicos no Egito e na Mesopotâmia
têm associados à eles ,energias psíquicas que nada
mais são do que estas criações degeneradas do ser
humano ao cair na idolatria. Estas energias podem com o tempo ganhar vida
autônoma de seus criadores.
Certas
personificações do mal vêem-se explicadas desta forma,
e nada mais são do que criações humanas, como já
dissemos.
Mas
o mais grave em tudo isto é que certos seres humanos conscientes
e conhecedores da utilização da Magia Cerimonial, podem ,
aproveitando-se da ocorrência das ditas escavações
arqueológicas, invocarem tais energias psíquicas presentes
em tais sítios arqueológicas e as projetarem sobre pontos
de nosso planêta, ocasionando desde a dissolução moral
até a corrupção desenfreada na política, o
que acaba destruindo nações. Tal procedimento provém
de verdadeiros Magos Negros que nada mais querem do obstacular a ação
benéfica das verdadeiras organizações tradicionais.
Não
estaria aí a razão desta onda avassaladora de decadência
que se espalha pelo Mundo?
VINCIT
OMNIA VERITAS.